País subdesenvolvido, país menos avançado ou país menos desenvolvido que, apresentam os mais baixos indicadores de desenvolvimento socioeconómico e humano entre todos os países do mundo. Um país é classificado como um país menos desenvolvido se preencher três critérios como:
• Baixa renda
• Fraqueza em recursos humanos
• Vulnerabilidade económica (instabilidade da produção agrícola, a instabilidade das exportações de bens e serviços, a importância económica das actividades não tradicionais, exportar mercadoria concentração, e desvantagens económicas, bem como a percentagem de população deslocada por desastres naturais).
Os países subdesenvolvidos ou periféricos possuem 80% da população mundial. A maior parte dos países subdesenvolvidos ficam na Ásia, na África e na América Latina.
Uma das características dos países subdesenvolvidos é a dependência económica dos países desenvolvidos, o investimento industrial e os canais de comercialização dos produtos estão nas mãos dos países ricos. O baixo índice de investimento implica em pouca industrialização, que depende do exterior, e que, em última análise, leva embora os benefícios do capital. De qualquer maneira, o que caracteriza um país subdesenvolvido são as seguintes:
• A falta de alimentos;
• O défice social;
• O elevado percentual de agricultores;
• Os recursos não explorado;
• O analfabetismo;
• A falta de classe média consumista;
• A incompetência industrial;
• A hipertrofia do sector terciário;
• O PIB baixo;
• O desemprego;
• O trabalho infantil;
• A subordinação económica;A desigualdade social.
Estruturas etárias nos países desenvolvidos e subdesenvolvidos
A verificação da estrutura etária da população de um país é de importância fundamental para que se realize um planeamento adequado do orçamento do Estado em relação às necessidades sociais de seus habitantes. Entre elas estão a educação para as crianças, o emprego para os adultos e a assistência para os idosos.
A pirâmide etária dos países subdesenvolvidos costuma apresentar a base mais larga e o ápice bem mais estreito do que a dos países desenvolvidos. Isso acontece porque os países subdesenvolvidos possuem, de modo geral, populações mais jovens, pois as taxas de natalidade são mais elevadas do que nos países desenvolvidos. Estes, por sua vez, apresentam índices de esperança de vida mais elevados, o que determina a maior participação dos idosos.
O facto dos países subdesenvolvidos e desenvolvidos apresentarem contrastes marcantes quanto à estrutura etária dos seus habitantes traz uma série de diferentes implicações sociais e económicas para ambos os grupos.
Nos países subdesenvolvidos, é necessário fazer investimentos na área social, especialmente nos sectores de saúde e da educação. Além disso, o elevado número de crianças resulta em um maior contingente da população economicamente inactiva, isto é, que não trabalha.
Exemplo de uma pirâmide de um país desenvolvido:
Exemplo de uma pirâmide de um país subdesenvolvido:
A análise de uma pirâmide etária permite fazer um estudo mais preciso das condições socioeconómicas das populações de um país.
Já nos países desenvolvidos, os custos são maiores para atender a obrigações legais com os trabalhadores que se aposentam. Destaca-se também a escassez de mão-de-obra activa interna, o que determina que, por vezes, como aconteceu na Europa após a Segunda Guerra Mundial, sejam obrigados a importar mão-de-obra de outros países.
A agricultura ainda responde pela maior parte dos investimentos nos países subdesenvolvidos. Mas, as barreiras comerciais impostas pelos países desenvolvidos dificultam a exportação e o aperfeiçoamento de seus produtos. Mais da metade da força de trabalho da África e da Ásia está empregada na agricultura; chegando a 60% a população rural nesses continentes.
A agricultura e a pecuária de subsistência em muitos países subdesenvolvidos são trabalhosas e em muitos casos chegam a ser insuficientes para alimentar as famílias que as praticam.
Existem grandes diferenças entre as diversas regiões dos países subdesenvolvidos, devido o crescimento rápido da população.
Em suma, um país desenvolvido não é apenas aquele que possui uma economia e uma sociedade com muita pobreza e pouca industrialização. É, sobretudo, uma nação dependente, subordinada a interesses externos.
Um aspecto importante dessa dependência, por exemplo, é a grande influência de empresas estrangeiras nas economias subdesenvolvidos. Há uma saída significativa de capitais e lucros das filiais de empresas estrangeiras para suas matrizes, nos países desenvolvidos.
Na economia de um país subdesenvolvido, o mercado externo é mais importante que o interno. Nesses países os melhores solos agrícolas em geral destinam-se ao cultivo de géneros de exportação. E grande parte da produção industrial, mineral e agrícola é destinada ao mercado internacional.
A economia dependente ou subdesenvolvida possui características que lembram sua origem. Esse tipo de economia foi criado ou modificado pelos colonialistas europeus, para entender aos interesses dos actuais países desenvolvidos.
A produção voltada para o mercado internacional baseia-se na força de trabalho mal remunerada. Daí existirem violentas desigualdades sociais nos países desenvolvidos de um lado, uma enorme massa de trabalhadores que recebem baixíssimos salários, em comparação com os países desenvolvidos. Do outro, uma minoria privilegiada, que dispõe de grandes propriedades e exerce seu domínio com uso de intensa repressão.
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AVALIAÇÃO: Tema interessante. Pesquisa insuficiente, não define conceitos nem revela fontes (Suficiente-)- lmadurei Nov 9, 2009
O que é um país em desenvolvimento? Um país em desenvolvimento não é apenas aquele que possui uma economia e uma sociedade com muita pobreza e pouca industrialização. É, sobretudo, uma nação dependente, subordinada a interesses externos. Um aspecto importante dessa dependência, por exemplo, é a grande influência de empresas estrangeiras nas economias subdesenvolvidos. Há uma saída significativa de capitais e lucros das filiais de empresas estrangeiras para suas matrizes, nos países desenvolvidos. Na economia de um país em desenvolvimento, o mercado externo é mais importante que o interno. Nesses países os melhores solos agrícolas em geral destinam-se ao cultivo de géneros de exportação. E grande parte da produção industrial, mineral e agrícola é destinada ao mercado internacional. A produção voltada para o mercado internacional baseia-se na força de trabalho mal remunerada. Daí existirem violentas desigualdades sociais nos países desenvolvidos de um lado, uma enorme massa de trabalhadores que recebem baixíssimos salários, em comparação com os países desenvolvidos. Do outro, uma minoria privilegiada, que dispõe de grandes propriedades que exerce o seu domínio com o uso de uma intensa repressão.
Países Desenvolvidos e Países em desenvolvimento CARACTERÍSTICAS DOS PAÍSES DESENVOLVIDOS ·Domínio económico; ·Apresenta uma estrutura industrial completa, produzem todos os tipos de bens; ·Agropecuária moderna e intensiva, emprego de máquinas e mão-de-obra especializada. ·Desenvolvimento científico e tecnológico elevado; ·Modernos e eficientes meios de transporte e comunicação; ·População urbana é maior que a população rural, são urbanizados. Exemplo: Inglaterra, EUA, Alemanha, etc. ·População Activa empregada, em principalmente, nos sectores secundário e terciário. Exemplo: Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha; ·Pequeno número de analfabetos; ·Elevado nível de vida da população; ·Boas condições de alimentação, habitação e saneamento básico; ·Reduzido crescimento populacional; ·Baixa taxa de natalidade e mortalidade infantil; ·Elevada expectativa de Vida. As pessoas procuram melhores condições de vida no que diz respeito a uma melhor distribuição de renda e para que não haja muitas desigualdades de classes é necessário, a participação directa da sociedade, exigindo aos seus governantes uma postura voltada para os interesses da população. Contudo os governos passaram a cobrar mais impostos das classes sociais mais favorecidas em prol da sociedade. Os impostos cobrados são direccionados à construção de escolas, habitações, estradas, hospitais, programas de saúde, aposentadorias mais justas, etc., isto foi possível graças ao engajamento consciente de todos os cidadãos na formação do Estado Democrático.
CARACTERÍSTICAS DOS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO ·Passaram por um grande processo de exploração durante o período colonial. Colonia de Exploração; ·Baixo nível de industrialização, com excepção de alguns países como: Brasil, México, os Dragões de Exploração; ·Dependência económica, política e cultural em relação às nações desenvolvidas; ·Deficiência tecnológica e baixo nível de conhecimento científico; ·Rede de transporte e meios de comunicação deficientes; ·Baixa produtividade na agricultura que geralmente emprega numerosa mão-de-obra; ·População Activa empregada principalmente nos sectores primários ou no sector terciário em actividades marginais (camelos, trabalhadores sem carteira assinada etc.). Exemplo: Brasil, Etiópia, Uruguai; ·Cidades com crescimento muito rápido e cercada por bairros pobres e miseráveis; ·Baixo nível de vida da maioria da população; ·Crescimento populacional elevado; ·Elevada taxa de natalidade e mortalidade infantil; ·Expectativa de vida baixa. Existem países em desenvolvimento que são fortemente industrializados como é o caso do Brasil, México, Argentina, Dragões Asiáticos, etc. A industrialização existente nesses países na verdade é sustentada por países desenvolvidos, que os utilizam para expandir seus parques industriais e garantir lucros vultuosos. Alguns factores atraem esses investimentos estrangeiros para os países em desenvolvimento, como: ·Mão-de-obra barata e numerosa; ·Muitas vezes são isentos de pagamento de impostos; ·Doação de terrenos por parte do governo; ·Remessa de lucro das transnacionais para a sede dessas empresas; ·Legislação flexível. Na visão de alguns escritores como Demétrio Magnoli "A grande mutação na economia mundial e na geopolítica planetária agravou as desigualdades entre a acumulação de riquezas e a disseminação da pobreza. O desenvolvimento assume padrões crescentemente perversos, marginalizando parcelas maiores da população. Em escala mundial, a década de 80 presenciou uma ampliação da fractura económica entre o Norte e o Sul. Actualmente, os 20% mais ricos da população do planeta repartem entre si 82,7% da riqueza, enquanto os 20% mais pobres dispõem apenas de 1,4%." A partir daí podemos afirmar que os desenvolvimentos em partes dos países centrais são de facto sustentados à custa da exploração dos países periféricos. Actualmente podemos nomear uma série de possíveis causas e consequências de países em desenvolvimentos, porém os principais são: • Distribuição de renda: esse processo é comum as sociedades capitalistas e favorece o incremento de formação de bolsões de pobreza. A disparidade na distribuição da renda é provocada, sobretudo da concentração da riqueza nas mãos de uma parcela restrita da população. Nesse sentido, existem movimentos que buscam uma melhoria na distribuição dos rendimentos, mas quase sempre não obtém êxito, pois esses não detêm um poder de organização de influência. Isso dificulta ainda mais, pois a classe menos favorecidas é composta por pessoas com pouca instrução e se torna devido essa condição mais fácil de ser manipulada pelo sistema. • Baixos índices de escolaridade: o índice de escolaridade é um factor que está directamente ligado à falta de recursos financeiros que é comum a grande maioria da população. A baixa escolaridade da população nos países subdesenvolvidos é proveniente, muitas vezes, de situações em que crianças se encontram em idade escolar são obrigadas a integrar o mercado de trabalho, quase sempre informal, para contribuir na renda familiar, isso momentaneamente é positivo para a família, mas posteriormente esses indivíduos serão trabalhadores adultos com baixa qualificação e encontrarão dificuldades para se colocar no mercado de trabalho. Resultado disso, esses trabalhadores vão trabalhar em empregos que exigem pouca qualificação e que oferecem baixos salários. • Problemas de moradia: Boa parte da população dos países subdesenvolvidos habitam em residências que se encontram em lugares marginalizados desprovidos de infra-estrutura de serviços básicos (pavimentação, esgoto, água tratada entre outros) e geralmente as casas ou barracos são extremamente precárias e às vezes sobre-humanas. Em diversos países a marginalização desses bairros e da cidade foi acrescido pelo intenso fluxo de pessoas que migraram do campo para as cidades, no qual esse processo é denominado de êxodo rural. Com o intenso fluxo os centros urbanos não conseguiram absorver o contingente de pessoas, além disso, o mercado de trabalho não ofereceu colocação para todos e às vezes essas pessoas não tinham qualificação o que agravava ainda mais os problemas. • A fome e a desnutrição: a falta total ou parcial de alimentos atinge uma enorme parcela da população mundial, em alguns lugares do mundo as pessoas ficam até dias sem alimento em outros elas ingerem esse de forma desbalanceada, ou seja, não consomem todos nutrientes indispensáveis a manutenção da saúde. Dessa forma essa população atingida não possui rendimentos sequer para adquirir o alimento diário. • Saúde: os problemas de saúde são decorrentes da falta de uma boa alimentação, moradias sem condições sanitárias e falta de comprometimento do poder público na implantação de medidas necessárias para amenizar os problemas dessa ordem. Os problemas sociais (alimentação, moradia, distribuição de renda, escolaridade) levam a mortalidade infantil e compromete a elevação na expectativa ou esperança de vida da população, principalmente dos excluídos. Problemas económicos ou mesmo dificuldades dessa ordem podem ocorrer em qualquer lugar do mundo, mesmo nos países centrais, no entanto, nos países periféricos as crises económico-financeiras são mais frequentes devido à fragilidade da economia entre outros factores.
Para explicar as causas dos problemas económicos em países em desenvolvimento é necessário realizar uma profunda abordagem, pois são vários os factores dentre os principais estão:
• Dependência económica em relação às actividades primárias: corresponde à extrema dependência em relação às actividades como a agricultura, extractivista e mineração. Os países em desenvolvimento têm grande parcela da população envolvida no sector primário e os produtos desse são responsáveis pelo maior volume de exportação. O ponto negativo do processo é que produtos primários possuem pouco ou nenhum valor agregado, ou seja, é de baixo valor, além disso, o sector primário está propicio às variações do mercado. Enquanto os produtos industriais possuem um valor agregado oriundo do trabalho ou das informações contidos na mercadoria. • Dependência económica e tecnológica: isso é resultado da forte influência exercida pelas empresas multinacionais que são os principais centros produtivos nos países subdesenvolvidos, exemplo disso são as indústrias automobilísticas que são quase na totalidade estrangeira, em suma as economias dos países em questão dependem dos capitais internacionais. Essa realidade é negativa para os países menos desenvolvidos economicamente, pois as empresas transnacionais sempre vão buscar atender seus interesses e não dos países em que estão instaladas suas filiais, além disso, o resultado de suas actividades, o lucro, não permanece no país, pois migra para a nação sede, no qual eleva cada vez mais sua economia.
Bulgária, um país Europeu com problemas sociais.
Nas regiões onde estão localizados os grupos de países centrais (ricos ou desenvolvidos), especialmente na Europa, existem nações com grandes problemas sociais e económicos em níveis semelhantes aos dos Estados periféricos (pobres ou em desenvolvimento).
Nesse contexto, podemos citar alguns países do leste europeu como a Albânia, Bulgária e a Roménia, nos quais são considerados pertencentes ao mundo desenvolvido, entretanto, não são reconhecidos pelos seus respectivos níveis de desenvolvimento industrial e económico e simplesmente pela localização na qual se encontram.
Esse processo pode acontecer inversamente, pois existem países estabelecidos no mundo subdesenvolvido, mas que apresentam grandes participações no mercado mundial, esses são conhecidos como nações emergentes ou em desenvolvimento, nesse caso podemos citar diversos, dentre os principais estão: China, Índia e Coreia do Sul no continente asiático, na América do Sul destacam-se em crescimento o Brasil, Argentina e México.
Apesar de esses países usufruírem razoáveis taxas de crescimento industrial e económico não perdem o status de nações subdesenvolvidas ou países em desenvolvimento devido os elevados problemas de carácter social e as dificuldades para solucioná-los.
Índia: é um país que cresce, mas a sua pobreza diminui. Crescimento económico e desenvolvimento não são conceitos sinónimos. O crescimento económico pode ocorrer numa fase em que o mercado está em expansão, o que favorece o aumento da produção: quanto mais gente comprar mais as empresas produzem. Mas esse aumento da produção pode não vir acompanhado do desenvolvimento de novas tecnologias para o processo produtivo, nem acarretar melhorias sociais. O único efeito social directo do crescimento é a oferta maior de empregos.
O desenvolvimento tem um sentido mais amplo, envolvendo questões económicas (aumento da produção, modernização tecnológica etc.) e sociais (melhora da qualidade de vida da população).
De maneira geral, o mundo subdesenvolvido é dependente do mundo desenvolvido. Essa dependência se manifesta pela necessidade de atrair capital externo, dinheiro de empresas multinacionais para fazer investimentos produtivos e em infra-estrutura.
Infra-estrutura
Infra-estrutura é a parte (a maior parte das vezes invisível) de uma cidade ou outra organização humana, sem a qual nada funciona. Rede de esgotos, abastecimento de água, energia eléctrica, colecta de águas pluviais, rede telefónica, gás canalizado, sistema médico-hospitalar, escolas - tudo isso se encaixa nessa definição.
Nos países em desenvolvimento, mesmo com investimentos vindos de fora, a infra-estrutura destinada ao atendimento da população é insuficiente. Isso resulta em graves problemas sociais. Um dos efeitos de captar esse tipo de investimento é a dependência tecnológica. Quando a tecnologia é toda importada, e não há verbas para pesquisa, não se consegue desenvolver uma tecnologia nacional. Sem falar no pagamento de royalties, os direitos de patente ou de uso que se paga aos donos dessa tecnologia.
Outra característica dos países em desenvolvimento é a grande desigualdade social, entre os mais ricos e os mais pobres. Educação e saúde são de difícil acesso para a população de baixa renda, como já foi referido anteriormente.
Os pobres dessas sociedades têm menos oportunidade de melhorar sua condição social que os pobres dos países desenvolvidos.
Teoria da dependência
Várias foram as teorias que tentaram explicar e propor soluções para o subdesenvolvimento. A mais destacada foi a teoria da dependência. Ela explicava o subdesenvolvimento pelas relações comerciais desfavoráveis no mercado internacional.
Nesse quadro, os países desenvolvidos, industrializados, vendem as suas mercadorias a preços elevados para os países em desenvolvimento e compram matérias-primas e outras mercadorias agrícolas destes últimos a preços baixos.
Multinacionais
Os adeptos da teoria da dependência acreditavam que a dominação do mercado mundial por grandes empresas multinacionais dos países desenvolvidos impedia qualquer tentativa de superar o subdesenvolvimento. Para eles, a economia dos países em desenvolvimento privilegiava o mercado externo, com prejuízo do interno.
Esses teóricos apresentaram soluções diferentes para o problema. Uns propunham que o empresariado nacional promovesse o desenvolvimento interno com o apoio do Estado e com estabelecimento de fortes barreiras à importação dos produtos industrializados dos países ricos.
Outros argumentavam que a burguesia nacional era incapaz de assumir essa missão, já que os interesses eram os mesmos dos países ricos, com os quais ela mantinha fortes laços económicos.
Outras teorias foram elaboradas para superar a dependência e conquistar o desenvolvimento. A mais radical propunha revoluções políticas e sociais. Seria o jeito de colocar um fim no poder das classes sociais dominantes, apontadas como responsáveis pelo atraso económico e pelos graves problemas sociais.
Os socialistas acreditam que a conquista do desenvolvimento só é possível pela construção de uma sociedade mais igualitária. Eles contestam a ideia de que a superação do subdesenvolvimento está em aproximar-se dos avanços atingidos pelos países do Norte. Estes são capitalistas, alegam.
São contra os padrões de consumo estimulados por esse sistema, alicerçado na desigualdade social. Fazem coro com os ambientalistas e afirmam que se a maioria dos países atingir o mesmo padrão de consumo das sociedades desenvolvidas, não haverá recursos naturais e energia suficientes para atender à produção. Os problemas ambientais tornariam insustentável a vida no planeta em pouco tempo.
O Consenso de Washington
Na esteira do neoliberalismo, em 1989, economista John Williamson fez uma proposta para resolver a crise dos países pobres e propor caminhos para o desenvolvimento. Visou em especial a América Latina.
Para isso, reuniu o pensamento do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial (Bird), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). São grandes instituições financeiras transnacionais.
Também incluiu as ideias do governo norte-americano para essas questões. Entre essas organizações havia "consenso" (concordância) sobre alguns pontos principais.
Os pontos principais
De acordo com o Consenso de Washington, os países deveriam promover uma reforma fiscal, a abertura comercial com a liberalização das exportações e importações.
Deveriam realizar cortes de salários e demissão de funcionários públicos, mudanças na previdência social, nas leis trabalhistas e no sistema de aposentadoria, com o objectivo de diminuir a dívida pública.
O Consenso de Washington propunha, também, a abertura comercial, o aumento de facilidades para a entrada e saída de capitais estrangeiros e a privatização de empresas estatais.
Como resultados destas políticas económicas, da forma como foram aplicadas, são apontados a desnacionalização da economia, o desemprego, o achatamento salarial e a concentração de renda. O conceito de subdesenvolvimento foi divulgado durante a década de 1960, graças aos meios de comunicação em massa que citavam como problema a fome no terceiro mundo, as guerras, as ditaduras, etc. Nesta época o subdesenvolvimento era compreendido como uma consequência do baixo consumo. A seguir, uma relação de características (que usualmente são explicações e desculpas do porquê de um país estar subdesenvolvido) de tais países: Em primeiro lugar, seus habitantes apenas dispõem do necessário. O conceito de necessário se amplia na sociedade capitalista de consumo de massas. É a velha teoria que vincula o desenvolvimento e o consumo com o crescimento económico. É um conceito relativo que se amplia com o desenvolvimento económico. ·Outra característica é a sub-produção do tipo capitalista. Os recursos não são aproveitados. Segundo esta afirmação, só é possível produzir em fábricas da forma capitalista, consumindo os recursos de maneira predadora. Mas o conceito de recurso é algo que muda com a tecnologia, e as possibilidades que uma determinada sociedade tem de utilizá-lo. ·Outra característica de país em desenvolvimento é seu alto crescimento demográfico, devido a causas endógenas. Existe a crença de que altas taxas de crescimento da população impedem o desenvolvimento económico. Isto, que pode ser verdadeiro em escala familiar a curto prazo, não o é em escala nacional, visto que uma grande população garante a mão-de-obra abundante e barata que, além de tudo, é consumidora. Se a população é maioritariamente dependente é em razão da falta de investimentos e não graças ao elevado índice de povoamento. ·Outra característica dos países subdesenvolvidos é a dependência económica dos países desenvolvidos, em uma nova espécie de colonialismo, segundo o qual o investimento industrial e os canais de comercialização dos produtos estão nas mãos dos países ricos. O baixo índice de investimento implica em pouca industrialização, que depende do exterior, e que, em última análise, leva embora os benefícios do capital. De qualquer maneira, o que caracteriza um país subdesenvolvido são as seguintes situações: falta de alimentos, défice social, elevado percentual de agricultores, recursos não explorados, analfabetismo, falta de classe média consumista, incompetência industrial, hipertrofia do sector terciário, PIB baixo, desemprego, trabalho infantil, subordinação económica e desigualdade social. Vale lembrar que estas características dos países em desenvolvimento são os efeitos que uma economia subdesenvolvida produz em uma população, não suas causas. É o fruto da desigualdade intrínseca que o sistema capitalista introduz, que tende a acumular capital em alguns países em detrimento de outros. Fontes: http://www.mundoeducacao.com.br/geografia/paises-subdesenvolvidos-os-problemas-sociais.htm http://www.mundoeducacao.com.br/geografia/problemas-economicos-nos-paises-subdesenvolvidos.htm http://www.brasilescola.com/geografia/mundo-desenvolvido-com-paises-subdesenvolvidos.htm http://educacao.uol.com.br/geografia/ult1701u65.jhtm http://www.infoescola.com/geografia/paises-subdesenvolvidos/ http://images.google.com/imgres?imgurl=http://www.algosobre.com.br/images/stories/geografia/urbanizacao_sub_01.gif&imgrefurl=http://www.algosobre.com.br/geografia/urbanizacao-em-paises-desenvolvidos-e-sub-desenvolvidos.html&usg=__h1zXt2x7qkMJIVKb_d_z078bp-k=&h=459&w=598&sz=12&hl=pt-BR&start=9&um=1&tbnid=0D4ncthJciJcJM:&tbnh=104&tbnw=135&prev=/images%3Fq%3Dpaises%2Bsubdesenvolvidos%26hl%3Dpt-BR%26lr%3D%26rlz%3D1G1GGLQ_PT-BRPT353%26sa%3DX%26um%3D1 http://www.frigoletto.com.br/GeoEcon/desxsub.htm http://64.233.169.104/search?q=cache:bnbIcqEUAIQJ:campus.fortunecity.com/drew/273/subdesenvolvimento.doc+%22pa%C3%ADs+subdesenvolvido%22&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=1&gl=br
País subdesenvolvido, país menos avançado ou país menos desenvolvido que, apresentam os mais baixos indicadores de desenvolvimento socioeconómico e humano entre todos os países do mundo. Um país é classificado como um país menos desenvolvido se preencher três critérios como:
• Baixa renda
• Fraqueza em recursos humanos
• Vulnerabilidade económica (instabilidade da produção agrícola, a instabilidade das exportações de bens e serviços, a importância económica das actividades não tradicionais, exportar mercadoria concentração, e desvantagens económicas, bem como a percentagem de população deslocada por desastres naturais).
Os países subdesenvolvidos ou periféricos possuem 80% da população mundial. A maior parte dos países subdesenvolvidos ficam na Ásia, na África e na América Latina.
Uma das características dos países subdesenvolvidos é a dependência económica dos países desenvolvidos, o investimento industrial e os canais de comercialização dos produtos estão nas mãos dos países ricos. O baixo índice de investimento implica em pouca industrialização, que depende do exterior, e que, em última análise, leva embora os benefícios do capital. De qualquer maneira, o que caracteriza um país subdesenvolvido são as seguintes:
• A falta de alimentos;
• O défice social;
• O elevado percentual de agricultores;
• Os recursos não explorado;
• O analfabetismo;
• A falta de classe média consumista;
• A incompetência industrial;
• A hipertrofia do sector terciário;
• O PIB baixo;
• O desemprego;
• O trabalho infantil;
• A subordinação económica;A desigualdade social.
Estruturas etárias nos países desenvolvidos e subdesenvolvidos
A verificação da estrutura etária da população de um país é de importância fundamental para que se realize um planeamento adequado do orçamento do Estado em relação às necessidades sociais de seus habitantes. Entre elas estão a educação para as crianças, o emprego para os adultos e a assistência para os idosos.
A pirâmide etária dos países subdesenvolvidos costuma apresentar a base mais larga e o ápice bem mais estreito do que a dos países desenvolvidos. Isso acontece porque os países subdesenvolvidos possuem, de modo geral, populações mais jovens, pois as taxas de natalidade são mais elevadas do que nos países desenvolvidos. Estes, por sua vez, apresentam índices de esperança de vida mais elevados, o que determina a maior participação dos idosos.
O facto dos países subdesenvolvidos e desenvolvidos apresentarem contrastes marcantes quanto à estrutura etária dos seus habitantes traz uma série de diferentes implicações sociais e económicas para ambos os grupos.
Nos países subdesenvolvidos, é necessário fazer investimentos na área social, especialmente nos sectores de saúde e da educação. Além disso, o elevado número de crianças resulta em um maior contingente da população economicamente inactiva, isto é, que não trabalha.
Exemplo de uma pirâmide de um país desenvolvido:
Exemplo de uma pirâmide de um país subdesenvolvido:
A análise de uma pirâmide etária permite fazer um estudo mais preciso das condições socioeconómicas das populações de um país.
Já nos países desenvolvidos, os custos são maiores para atender a obrigações legais com os trabalhadores que se aposentam. Destaca-se também a escassez de mão-de-obra activa interna, o que determina que, por vezes, como aconteceu na Europa após a Segunda Guerra Mundial, sejam obrigados a importar mão-de-obra de outros países.
A agricultura ainda responde pela maior parte dos investimentos nos países subdesenvolvidos. Mas, as barreiras comerciais impostas pelos países desenvolvidos dificultam a exportação e o aperfeiçoamento de seus produtos. Mais da metade da força de trabalho da África e da Ásia está empregada na agricultura; chegando a 60% a população rural nesses continentes.
A agricultura e a pecuária de subsistência em muitos países subdesenvolvidos são trabalhosas e em muitos casos chegam a ser insuficientes para alimentar as famílias que as praticam.
Existem grandes diferenças entre as diversas regiões dos países subdesenvolvidos, devido o crescimento rápido da população.
Em suma, um país desenvolvido não é apenas aquele que possui uma economia e uma sociedade com muita pobreza e pouca industrialização. É, sobretudo, uma nação dependente, subordinada a interesses externos.
Um aspecto importante dessa dependência, por exemplo, é a grande influência de empresas estrangeiras nas economias subdesenvolvidos. Há uma saída significativa de capitais e lucros das filiais de empresas estrangeiras para suas matrizes, nos países desenvolvidos.
Na economia de um país subdesenvolvido, o mercado externo é mais importante que o interno. Nesses países os melhores solos agrícolas em geral destinam-se ao cultivo de géneros de exportação. E grande parte da produção industrial, mineral e agrícola é destinada ao mercado internacional.
A economia dependente ou subdesenvolvida possui características que lembram sua origem. Esse tipo de economia foi criado ou modificado pelos colonialistas europeus, para entender aos interesses dos actuais países desenvolvidos.
A produção voltada para o mercado internacional baseia-se na força de trabalho mal remunerada. Daí existirem violentas desigualdades sociais nos países desenvolvidos de um lado, uma enorme massa de trabalhadores que recebem baixíssimos salários, em comparação com os países desenvolvidos. Do outro, uma minoria privilegiada, que dispõe de grandes propriedades e exerce seu domínio com uso de intensa repressão.
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AVALIAÇÃO: Tema interessante. Pesquisa insuficiente, não define conceitos nem revela fontes (Suficiente-)-
O que é um país em desenvolvimento?
Um país em desenvolvimento não é apenas aquele que possui uma economia e uma sociedade com muita pobreza e pouca industrialização. É, sobretudo, uma nação dependente, subordinada a interesses externos.
Um aspecto importante dessa dependência, por exemplo, é a grande influência de empresas estrangeiras nas economias subdesenvolvidos. Há uma saída significativa de capitais e lucros das filiais de empresas estrangeiras para suas matrizes, nos países desenvolvidos.
Na economia de um país em desenvolvimento, o mercado externo é mais importante que o interno. Nesses países os melhores solos agrícolas em geral destinam-se ao cultivo de géneros de exportação. E grande parte da produção industrial, mineral e agrícola é destinada ao mercado internacional.
A produção voltada para o mercado internacional baseia-se na força de trabalho mal remunerada. Daí existirem violentas desigualdades sociais nos países desenvolvidos de um lado, uma enorme massa de trabalhadores que recebem baixíssimos salários, em comparação com os países desenvolvidos. Do outro, uma minoria privilegiada, que dispõe de grandes propriedades que exerce o seu domínio com o uso de uma intensa repressão.
Países Desenvolvidos e Países em desenvolvimento
CARACTERÍSTICAS DOS PAÍSES DESENVOLVIDOS
· Domínio económico;
· Apresenta uma estrutura industrial completa, produzem todos os tipos de bens;
· Agropecuária moderna e intensiva, emprego de máquinas e mão-de-obra especializada.
· Desenvolvimento científico e tecnológico elevado;
· Modernos e eficientes meios de transporte e comunicação;
· População urbana é maior que a população rural, são urbanizados. Exemplo: Inglaterra, EUA, Alemanha, etc.
· População Activa empregada, em principalmente, nos sectores secundário e terciário. Exemplo: Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha;
· Pequeno número de analfabetos;
· Elevado nível de vida da população;
· Boas condições de alimentação, habitação e saneamento básico;
· Reduzido crescimento populacional;
· Baixa taxa de natalidade e mortalidade infantil;
· Elevada expectativa de Vida.
As pessoas procuram melhores condições de vida no que diz respeito a uma melhor distribuição de renda e para que não haja muitas desigualdades de classes é necessário, a participação directa da sociedade, exigindo aos seus governantes uma postura voltada para os interesses da população. Contudo os governos passaram a cobrar mais impostos das classes sociais mais favorecidas em prol da sociedade. Os impostos cobrados são direccionados à construção de escolas, habitações, estradas, hospitais, programas de saúde, aposentadorias mais justas, etc., isto foi possível graças ao engajamento consciente de todos os cidadãos na formação do Estado Democrático.
CARACTERÍSTICAS DOS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO
· Passaram por um grande processo de exploração durante o período colonial. Colonia de Exploração;
· Baixo nível de industrialização, com excepção de alguns países como: Brasil, México, os Dragões de Exploração;
· Dependência económica, política e cultural em relação às nações desenvolvidas;
· Deficiência tecnológica e baixo nível de conhecimento científico;
· Rede de transporte e meios de comunicação deficientes;
· Baixa produtividade na agricultura que geralmente emprega numerosa mão-de-obra;
· População Activa empregada principalmente nos sectores primários ou no sector terciário em actividades marginais (camelos, trabalhadores sem carteira assinada etc.). Exemplo: Brasil, Etiópia, Uruguai;
· Cidades com crescimento muito rápido e cercada por bairros pobres e miseráveis;
· Baixo nível de vida da maioria da população;
· Crescimento populacional elevado;
· Elevada taxa de natalidade e mortalidade infantil;
· Expectativa de vida baixa.
Existem países em desenvolvimento que são fortemente industrializados como é o caso do Brasil, México, Argentina, Dragões Asiáticos, etc. A industrialização existente nesses países na verdade é sustentada por países desenvolvidos, que os utilizam para expandir seus parques industriais e garantir lucros vultuosos.
Alguns factores atraem esses investimentos estrangeiros para os países em desenvolvimento, como:
· Mão-de-obra barata e numerosa;
· Muitas vezes são isentos de pagamento de impostos;
· Doação de terrenos por parte do governo;
· Remessa de lucro das transnacionais para a sede dessas empresas;
· Legislação flexível.
Na visão de alguns escritores como Demétrio Magnoli "A grande mutação na economia mundial e na geopolítica planetária agravou as desigualdades entre a acumulação de riquezas e a disseminação da pobreza. O desenvolvimento assume padrões crescentemente perversos, marginalizando parcelas maiores da população. Em escala mundial, a década de 80 presenciou uma ampliação da fractura económica entre o Norte e o Sul. Actualmente, os 20% mais ricos da população do planeta repartem entre si 82,7% da riqueza, enquanto os 20% mais pobres dispõem apenas de 1,4%."
A partir daí podemos afirmar que os desenvolvimentos em partes dos países centrais são de facto sustentados à custa da exploração dos países periféricos.
Actualmente podemos nomear uma série de possíveis causas e consequências de países em desenvolvimentos, porém os principais são:
• Distribuição de renda: esse processo é comum as sociedades capitalistas e favorece o incremento de formação de bolsões de pobreza. A disparidade na distribuição da renda é provocada, sobretudo da concentração da riqueza nas mãos de uma parcela restrita da população. Nesse sentido, existem movimentos que buscam uma melhoria na distribuição dos rendimentos, mas quase sempre não obtém êxito, pois esses não detêm um poder de organização de influência. Isso dificulta ainda mais, pois a classe menos favorecidas é composta por pessoas com pouca instrução e se torna devido essa condição mais fácil de ser manipulada pelo sistema.
• Baixos índices de escolaridade: o índice de escolaridade é um factor que está directamente ligado à falta de recursos financeiros que é comum a grande maioria da população. A baixa escolaridade da população nos países subdesenvolvidos é proveniente, muitas vezes, de situações em que crianças se encontram em idade escolar são obrigadas a integrar o mercado de trabalho, quase sempre informal, para contribuir na renda familiar, isso momentaneamente é positivo para a família, mas posteriormente esses indivíduos serão trabalhadores adultos com baixa qualificação e encontrarão dificuldades para se colocar no mercado de trabalho. Resultado disso, esses trabalhadores vão trabalhar em empregos que exigem pouca qualificação e que oferecem baixos salários.
• Problemas de moradia: Boa parte da população dos países subdesenvolvidos habitam em residências que se encontram em lugares marginalizados desprovidos de infra-estrutura de serviços básicos (pavimentação, esgoto, água tratada entre outros) e geralmente as casas ou barracos são extremamente precárias e às vezes sobre-humanas. Em diversos países a marginalização desses bairros e da cidade foi acrescido pelo intenso fluxo de pessoas que migraram do campo para as cidades, no qual esse processo é denominado de êxodo rural. Com o intenso fluxo os centros urbanos não conseguiram absorver o contingente de pessoas, além disso, o mercado de trabalho não ofereceu colocação para todos e às vezes essas pessoas não tinham qualificação o que agravava ainda mais os problemas.
• A fome e a desnutrição: a falta total ou parcial de alimentos atinge uma enorme parcela da população mundial, em alguns lugares do mundo as pessoas ficam até dias sem alimento em outros elas ingerem esse de forma desbalanceada, ou seja, não consomem todos nutrientes indispensáveis a manutenção da saúde. Dessa forma essa população atingida não possui rendimentos sequer para adquirir o alimento diário.
• Saúde: os problemas de saúde são decorrentes da falta de uma boa alimentação, moradias sem condições sanitárias e falta de comprometimento do poder público na implantação de medidas necessárias para amenizar os problemas dessa ordem. Os problemas sociais (alimentação, moradia, distribuição de renda, escolaridade) levam a mortalidade infantil e compromete a elevação na expectativa ou esperança de vida da população, principalmente dos excluídos.
Problemas económicos ou mesmo dificuldades dessa ordem podem ocorrer em qualquer lugar do mundo, mesmo nos países centrais, no entanto, nos países periféricos as crises económico-financeiras são mais frequentes devido à fragilidade da economia entre outros factores.
Para explicar as causas dos problemas económicos em países em desenvolvimento é necessário realizar uma profunda abordagem, pois são vários os factores dentre os principais estão:
• Dependência económica em relação às actividades primárias: corresponde à extrema dependência em relação às actividades como a agricultura, extractivista e mineração. Os países em desenvolvimento têm grande parcela da população envolvida no sector primário e os produtos desse são responsáveis pelo maior volume de exportação. O ponto negativo do processo é que produtos primários possuem pouco ou nenhum valor agregado, ou seja, é de baixo valor, além disso, o sector primário está propicio às variações do mercado. Enquanto os produtos industriais possuem um valor agregado oriundo do trabalho ou das informações contidos na mercadoria.
• Dependência económica e tecnológica: isso é resultado da forte influência exercida pelas empresas multinacionais que são os principais centros produtivos nos países subdesenvolvidos, exemplo disso são as indústrias automobilísticas que são quase na totalidade estrangeira, em suma as economias dos países em questão dependem dos capitais internacionais. Essa realidade é negativa para os países menos desenvolvidos economicamente, pois as empresas transnacionais sempre vão buscar atender seus interesses e não dos países em que estão instaladas suas filiais, além disso, o resultado de suas actividades, o lucro, não permanece no país, pois migra para a nação sede, no qual eleva cada vez mais sua economia.
Bulgária, um país Europeu com problemas sociais.
Nas regiões onde estão localizados os grupos de países centrais (ricos ou desenvolvidos), especialmente na Europa, existem nações com grandes problemas sociais e económicos em níveis semelhantes aos dos Estados periféricos (pobres ou em desenvolvimento).
Nesse contexto, podemos citar alguns países do leste europeu como a Albânia, Bulgária e a Roménia, nos quais são considerados pertencentes ao mundo desenvolvido, entretanto, não são reconhecidos pelos seus respectivos níveis de desenvolvimento industrial e económico e simplesmente pela localização na qual se encontram.
Esse processo pode acontecer inversamente, pois existem países estabelecidos no mundo subdesenvolvido, mas que apresentam grandes participações no mercado mundial, esses são conhecidos como nações emergentes ou em desenvolvimento, nesse caso podemos citar diversos, dentre os principais estão: China, Índia e Coreia do Sul no continente asiático, na América do Sul destacam-se em crescimento o Brasil, Argentina e México.
Apesar de esses países usufruírem razoáveis taxas de crescimento industrial e económico não perdem o status de nações subdesenvolvidas ou países em desenvolvimento devido os elevados problemas de carácter social e as dificuldades para solucioná-los.
Índia: é um país que cresce, mas a sua pobreza diminui.
Crescimento económico e desenvolvimento não são conceitos sinónimos. O crescimento económico pode ocorrer numa fase em que o mercado está em expansão, o que favorece o aumento da produção: quanto mais gente comprar mais as empresas produzem. Mas esse aumento da produção pode não vir acompanhado do desenvolvimento de novas tecnologias para o processo produtivo, nem acarretar melhorias sociais. O único efeito social directo do crescimento é a oferta maior de empregos.
O desenvolvimento tem um sentido mais amplo, envolvendo questões económicas (aumento da produção, modernização tecnológica etc.) e sociais (melhora da qualidade de vida da população).
De maneira geral, o mundo subdesenvolvido é dependente do mundo desenvolvido. Essa dependência se manifesta pela necessidade de atrair capital externo, dinheiro de empresas multinacionais para fazer investimentos produtivos e em infra-estrutura.
Infra-estrutura
Infra-estrutura é a parte (a maior parte das vezes invisível) de uma cidade ou outra organização humana, sem a qual nada funciona. Rede de esgotos, abastecimento de água, energia eléctrica, colecta de águas pluviais, rede telefónica, gás canalizado, sistema médico-hospitalar, escolas - tudo isso se encaixa nessa definição.Nos países em desenvolvimento, mesmo com investimentos vindos de fora, a infra-estrutura destinada ao atendimento da população é insuficiente. Isso resulta em graves problemas sociais.
Um dos efeitos de captar esse tipo de investimento é a dependência tecnológica. Quando a tecnologia é toda importada, e não há verbas para pesquisa, não se consegue desenvolver uma tecnologia nacional. Sem falar no pagamento de royalties, os direitos de patente ou de uso que se paga aos donos dessa tecnologia.
Outra característica dos países em desenvolvimento é a grande desigualdade social, entre os mais ricos e os mais pobres. Educação e saúde são de difícil acesso para a população de baixa renda, como já foi referido anteriormente.
Os pobres dessas sociedades têm menos oportunidade de melhorar sua condição social que os pobres dos países desenvolvidos.
Teoria da dependência
Várias foram as teorias que tentaram explicar e propor soluções para o subdesenvolvimento. A mais destacada foi a teoria da dependência. Ela explicava o subdesenvolvimento pelas relações comerciais desfavoráveis no mercado internacional.Nesse quadro, os países desenvolvidos, industrializados, vendem as suas mercadorias a preços elevados para os países em desenvolvimento e compram matérias-primas e outras mercadorias agrícolas destes últimos a preços baixos.
Multinacionais
Os adeptos da teoria da dependência acreditavam que a dominação do mercado mundial por grandes empresas multinacionais dos países desenvolvidos impedia qualquer tentativa de superar o subdesenvolvimento. Para eles, a economia dos países em desenvolvimento privilegiava o mercado externo, com prejuízo do interno.Esses teóricos apresentaram soluções diferentes para o problema. Uns propunham que o empresariado nacional promovesse o desenvolvimento interno com o apoio do Estado e com estabelecimento de fortes barreiras à importação dos produtos industrializados dos países ricos.
Outros argumentavam que a burguesia nacional era incapaz de assumir essa missão, já que os interesses eram os mesmos dos países ricos, com os quais ela mantinha fortes laços económicos.
A visão socialista
Outras teorias foram elaboradas para superar a dependência e conquistar o desenvolvimento. A mais radical propunha revoluções políticas e sociais. Seria o jeito de colocar um fim no poder das classes sociais dominantes, apontadas como responsáveis pelo atraso económico e pelos graves problemas sociais.Os socialistas acreditam que a conquista do desenvolvimento só é possível pela construção de uma sociedade mais igualitária. Eles contestam a ideia de que a superação do subdesenvolvimento está em aproximar-se dos avanços atingidos pelos países do Norte. Estes são capitalistas, alegam.
São contra os padrões de consumo estimulados por esse sistema, alicerçado na desigualdade social. Fazem coro com os ambientalistas e afirmam que se a maioria dos países atingir o mesmo padrão de consumo das sociedades desenvolvidas, não haverá recursos naturais e energia suficientes para atender à produção. Os problemas ambientais tornariam insustentável a vida no planeta em pouco tempo.
O Consenso de Washington
Na esteira do neoliberalismo, em 1989, economista John Williamson fez uma proposta para resolver a crise dos países pobres e propor caminhos para o desenvolvimento. Visou em especial a América Latina.
Para isso, reuniu o pensamento do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial (Bird), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). São grandes instituições financeiras transnacionais.
Também incluiu as ideias do governo norte-americano para essas questões. Entre essas organizações havia "consenso" (concordância) sobre alguns pontos principais.
Os pontos principais
De acordo com o Consenso de Washington, os países deveriam promover uma reforma fiscal, a abertura comercial com a liberalização das exportações e importações.Deveriam realizar cortes de salários e demissão de funcionários públicos, mudanças na previdência social, nas leis trabalhistas e no sistema de aposentadoria, com o objectivo de diminuir a dívida pública.
O Consenso de Washington propunha, também, a abertura comercial, o aumento de facilidades para a entrada e saída de capitais estrangeiros e a privatização de empresas estatais.
Como resultados destas políticas económicas, da forma como foram aplicadas, são apontados a desnacionalização da economia, o desemprego, o achatamento salarial e a concentração de renda.
O conceito de subdesenvolvimento foi divulgado durante a década de 1960, graças aos meios de comunicação em massa que citavam como problema a fome no terceiro mundo, as guerras, as ditaduras, etc. Nesta época o subdesenvolvimento era compreendido como uma consequência do baixo consumo.
A seguir, uma relação de características (que usualmente são explicações e desculpas do porquê de um país estar subdesenvolvido) de tais países: Em primeiro lugar, seus habitantes apenas dispõem do necessário. O conceito de necessário se amplia na sociedade capitalista de consumo de massas. É a velha teoria que vincula o desenvolvimento e o consumo com o crescimento económico. É um conceito relativo que se amplia com o desenvolvimento económico.
· Outra característica é a sub-produção do tipo capitalista. Os recursos não são aproveitados. Segundo esta afirmação, só é possível produzir em fábricas da forma capitalista, consumindo os recursos de maneira predadora. Mas o conceito de recurso é algo que muda com a tecnologia, e as possibilidades que uma determinada sociedade tem de utilizá-lo.
· Outra característica de país em desenvolvimento é seu alto crescimento demográfico, devido a causas endógenas. Existe a crença de que altas taxas de crescimento da população impedem o desenvolvimento económico. Isto, que pode ser verdadeiro em escala familiar a curto prazo, não o é em escala nacional, visto que uma grande população garante a mão-de-obra abundante e barata que, além de tudo, é consumidora. Se a população é maioritariamente dependente é em razão da falta de investimentos e não graças ao elevado índice de povoamento.
· Outra característica dos países subdesenvolvidos é a dependência económica dos países desenvolvidos, em uma nova espécie de colonialismo, segundo o qual o investimento industrial e os canais de comercialização dos produtos estão nas mãos dos países ricos. O baixo índice de investimento implica em pouca industrialização, que depende do exterior, e que, em última análise, leva embora os benefícios do capital.
De qualquer maneira, o que caracteriza um país subdesenvolvido são as seguintes situações: falta de alimentos, défice social, elevado percentual de agricultores, recursos não explorados, analfabetismo, falta de classe média consumista, incompetência industrial, hipertrofia do sector terciário, PIB baixo, desemprego, trabalho infantil, subordinação económica e desigualdade social.
Vale lembrar que estas características dos países em desenvolvimento são os efeitos que uma economia subdesenvolvida produz em uma população, não suas causas. É o fruto da desigualdade intrínseca que o sistema capitalista introduz, que tende a acumular capital em alguns países em detrimento de outros.
Fontes:
http://www.mundoeducacao.com.br/geografia/paises-subdesenvolvidos-os-problemas-sociais.htm
http://www.mundoeducacao.com.br/geografia/problemas-economicos-nos-paises-subdesenvolvidos.htm
http://www.brasilescola.com/geografia/mundo-desenvolvido-com-paises-subdesenvolvidos.htm
http://educacao.uol.com.br/geografia/ult1701u65.jhtm
http://www.infoescola.com/geografia/paises-subdesenvolvidos/
http://images.google.com/imgres?imgurl=http://www.algosobre.com.br/images/stories/geografia/urbanizacao_sub_01.gif&imgrefurl=http://www.algosobre.com.br/geografia/urbanizacao-em-paises-desenvolvidos-e-sub-desenvolvidos.html&usg=__h1zXt2x7qkMJIVKb_d_z078bp-k=&h=459&w=598&sz=12&hl=pt-BR&start=9&um=1&tbnid=0D4ncthJciJcJM:&tbnh=104&tbnw=135&prev=/images%3Fq%3Dpaises%2Bsubdesenvolvidos%26hl%3Dpt-BR%26lr%3D%26rlz%3D1G1GGLQ_PT-BRPT353%26sa%3DX%26um%3D1
http://www.frigoletto.com.br/GeoEcon/desxsub.htm
http://64.233.169.104/search?q=cache:bnbIcqEUAIQJ:campus.fortunecity.com/drew/273/subdesenvolvimento.doc+%22pa%C3%ADs+subdesenvolvido%22&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=1&gl=br